Nunca visito cemitérios. Não gosto. Bem, como posso gostar? Cemitério americano, tudo verdinho e sem construções, é uma beleza. Agora, com cada morto rico querendo ser mais imponente que o outro e cada indigente querendo ser mais desgraçado que o outro, o cemitério brasileiro nos brinda com uma visão poluída, cheiro ruim e uma chance grande de algum rato morder o nosso pé. Não gosto de cemitério e não vou mesmo! Ou melhor, não ia. Sempre há uma vez que você não escapa de ter de fazer algo que odeia.
Novembro 21, 2009
O Cemitério – caso verdade
Novembro 10, 2009
Danilo Gentile colocou a cabeça na privada!
Vi alguns programas de humoristas do passado: Golias era muito bom. Meu pai falava bem dele – com razão, vejo agora. Ele sabia mesmo fazer a comédia de costumes misturada ao pastelão. Renato Corte Real, Zeloni e Agildo Ribeiro tiveram momentos sensacionais. Costinha era impagável, eu o conheci pelo Youtube. Como piadista, era sensacional. Coisa que os velho show de Juca Chaves também apresentava com esmero. Vi uns programas da TV Pirata. Não sabia que havia sido tão bom. Mais uma vez, tive de dar razão ao meu pai.
Novembro 9, 2009
A buceta chorona
Uma mulher bela e elegante sai de um bar com uma enorme bebedeira.
Caminha em direção ao seu automóvel, um BMW novíssimo e com a chave, tenta
abrir a porta, mas o seu estado alcoólico não o permite.
(mais…)
O menino que gostava de buceta
Novembro 8, 2009
Outubro 29, 2009
“Puta, puta, puta” – isso é coisa de universitário no Brasil?
Li em um artigo ou livro, não me lembro bem agora, do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr (com quem trabalho), que a Uniban foi o pomo de discórdia no Conselho Nacional de Educação (CNE) na época do Governo Fernando Henrique. Não estava no Brasil nessa época, não acompanhei o caso. Mas a informação que li dizia que houve membros do CNE que pediram demissão por causa de que a Uniban passou a ser considerada universidade naquela época.
Estou consciente de que sem vestibular não há seleção e sem seleção, ao menos no Brasil, quem chega à universidade não poderia ali estar. O problema é que isso não é somente algo que possamos afirmar sobre questões intelectuais. Junto com a baixa informação intelectual vem também, não raro, a incapacidade para perceber limites morais. Parece que esse é o problema das universidades particulares em que os processos de seleção são facilitados. Assim é a Uniban.
Ali não só se paga mal os professores, mas eles são colocados em uma situação muito difícil, pois não há instrumentos possíveis para educar uma turba bárbara que, pelas facilidades de ingresso, acabam se acomodando entre alguns poucos bem intencionados que querem estudar.
Não me acusem através daquela fórmula pouco inteligente de “ela está generalizando”. Não não, nada disso. Vejam o vídeo sobre o que eu falo e escutarão o coro de estudantes gritando “puta, puta, puta” para uma menina. Mesmo que ela fosse à escola pelada, isso é injustificável. Ela foi com roupas normais (uma mini saia comum). Estava provocante? Ora bolas, quem não quer mulher provocante? Querem mulher feia? Não, querem mulheres provocantes, todos os homens são assim. Só que os alunos da Uniban não são homens. São covardes. São simplesmente cafajestes. Eles não só fizeram coro contra a aluna, mas a atacaram a fim de estuprá-la (sério!), e ela teve de sair protegida pela polícia.
O pior de tudo foram os comentários: “ela mereceu, pois veio cum rôpa di provocá, né véio?”. Sim, eis aí o conteúdo e a forma da frase do “universitário” da Uniban de São Bernardo.
Quando vejo isso, fico com vontade de pedir para que os políticos brasileiros (alguns deles donos dessas espeluncas com nome de universidade) ponham as filhas ali. Bom, o pior é que, na atual circunstância, até colocam mesmo. Pois até nossas elites já estão pior do que os que, entre pobres, nós chamamos de pessoas que não possuem mais noção de civilidade.
Menina Virgem
Outubro 19, 2009
O Silva
Conheci o Silva como figura pública quando ele era segurança de um senador importante, que não posso dizer o nome. Ele era um negro de 1.90 por sei lá quantas polegadas de largura. Talvez umas poucas polegadas, caso a padrão fosse o polegar dele mesmo. Silva tinha um polegar de tampar boca de bazuca. E tampava. Qualquer cano de revolver, espingarda, trabuco e até canhão era umbigo de loira para o Silva, ele punha o polegar e fazia o oponente abrir as pernas. Silva era um sem juízo. O senador apelidava isso de correligionário fiel. A fidelidade não era partidária e nem mesmo em relação ao senador, mas única e exclusivamente à profissão – Silva tinha orgulho de ser segurança, de chegar antes da bala, de defender quem o pagava com toda energia. Meu Deus, que energia!
Mulher de padre é mulher de padre
Não vou mentir que encontrei Laura onde eu não podia encontrar. Ela jamais podia me ver ali e a recíproca era verdadeira. Nós duas sabíamos muito bem por onde andávamos ou, melhor dizendo, tínhamos fortes indícios de que freqüentávamos o mesmo lugar, mas nenhuma de nós queria dar de cara com a outra ali. A razão era simples: caso acontecesse, teríamos de conversar sobre o assunto, e talvez não estivéssemos preparadas para tal tarefa. Mas isso caiu por terra. Dei de cara com Laura saindo do quarto do padre Robusto, com os botões da blusa em casas erradas. Ela deu de cara comigo chegando, mais maquiada do que de costume e em uma hora pouco recomendável para uma visita.
Salário do Professor – quem mente?
A tabela abaixo mostra o salário do professor de educação básica da rede pública, segundo o MEC. A média apresentada é de 1.527 reais. O problema agora é saber onde está a mentira.Vejam o porquê.
Para instaurar o piso de 950 reais o MEC e o ministro Fernando Haddad juraram de pés juntos que 40% dos estados pagavam menos que a média. E eles mantiveram essa posição até o mês passado. Mas esta informação, segundo a tabela do MEC abaixo, não é verdade. Então, Haddad mentiu na época que soltou o piso, para poder fazer passar sua proposta e, assim, “fazer política”?
Bom, se o MEC mentiu antes, descuidou agora e soltou a tabela real? Ou a mentira é agora? Se a mentira é agora, o que se quer com ela? Trata-se de mostrar essa tabela para organismos no exterior e, então, dizer que o governo federal está empurrando as políticas estaduais?
O mais interessante é que alguns especialistas em educação da universidade brasileira vibraram com o números, enquanto os sindicados, estupefatos, estão sem entender o que está ocorrendo. Quem mentiu já sabemos, foi Haddad e o MEC. O problema é saber quando, se antes ou se agora.
Essa confusão toda ocorre menos de 15 dias após o ministro Fernando Haddad enterrar o MEC em dívidas devido à péssima escolha das companhias que iriam fazer o ENEM, e que deixaram vazar a prova. O ministro da Educação está sendo chamado de “O Renato Aragão da Educação” nos corredores públicos e privados de Brasília. Não é para menos.
Menina Virgem
Salário médio dos professores da Educação Básica brasileira
| Distrito Federal | R$ 3.360 |
|---|---|
| Rio de Janeiro | R$ 2.004 |
| São Paulo | R$ 1.845 |
| Mato Grosso do Sul | R$ 1.759 |
| Roraima | R$ 1.751 |
| Rio Grande do Sul | R$ 1.658 |
| Paraná | R$ 1.633 |
| Acre | R$ 1.623 |
| Amapá | R$ 1.615 |
| Sergipe | R$ 1.611 |
| Amazonas | R$ 1.598 |
| Tocantins | R$ 1.483 |
| Minas Gerais | R$ 1.443 |
| Mato Grosso | R$ 1.422 |
| Pará | R$ 1.417 |
| Espírito Santo | R$ 1.401 |
| Rondônia | R$ 1.371 |
| Santa Catarina | R$ 1.366 |
| Goiás | R$ 1.364 |
| Maranhão | R$ 1.313 |
| Alagoas | R$ 1.298 |
| Rio Grande do Norte | R$ 1.232 |
| Ceará | R$ 1.146 |
| Bahia | R$ 1.136 |
| Piauí | R$ 1.105 |
| Paraíba | R$ 1.057 |
| Pernambuco | R$ 982 |
| Brasil | R$ 1.527 |
Outubro 16, 2009
Senador de tanga, você não gosta?
Suplicy sempre aceitou as brincadeiras de jornalistas, artistas e tudo o mais. Saíam gritando na rua “olha o argentino”. E ele nunca perdia a compostura. Senador fantástico, brigador, sempre honesto.
A raiva da direita política contra Suplicy é imensa. Ele foi reeleito mesmo quando concorreu com gente popular e de até mais grana que ele (Oscar e Afif Domingos).
Suplicy agora vestiu uma sunga vermelha. Não é cueca, como diz o Senador Arthur Virgílio, um desafeto do PT independente de qualquer coisa. O pedido de Sabrina Sato não foi esculhambação do Congresso. Foi uma homenagem. Ela disse que Suplicy parecia o super homem, falou se existia políticos super-heróis e então pediu para o Senador vestir a sunga. Suplicy disse que não podia, mas diante da insistência, o Senador vestiu e não fez nenhum gesto que pudesse criar constrangimento.
Qualificar o gesto de Suplicy como “falta grave” e quebra de decoro parlamentar é simplesmente dizer o seguinte: tenho inveja dele. E é isso que Tuma,Virgílio e outros estão sentido. Inveja. Sabrina Sato não iria procurar nenhum deles para falar que parecem o Super Homem, pois o pessoal do DEM e do PSDB está mais para as histórias dos Irmãos Grimm do que para HQs de super heróis.
Caso Sabrina Sato, com aquela bunda, fosse pedir para outros senadores vestirem qualquer coisa, eles topariam – como já fizeram. Não por gentileza, como Suplicy, mas por serem “velhotes babões”, nojentos.
Quando se trata de mensalinho, o PSDB não fica longe do PT com o mensalão. E sobre falta de decoro no Senado, é bem mais fácil achar do lado de Tuma, Virgílio e outros essa prática. Não Suplicy. Além disso, se Virgílio não gosta de gente com fantasia, ele deveria olhar no partido dele, deveria falar para o Aércio Neves não se vestir de borboleta e deveria exigir que o Serra não saísse com aquela fantasia de vampira com que vai ao Bandeirantes (quase) todo dia. E o Senador Heráclito Fortes que tem fantasia natural de pai do Kiko?
Menina Virgem.







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