Minha “primeira vez” poderia não ter sido nem com homem e nem com mulher. Poderia ter sido com um bicho! Ah, não falo com um bicho vivo. Não, não, Calma! Calma, não falo de um possível episódio de necrofilia misturado à zoofilia. Digo apenas que tudo poderia ter se passado com um pedaço de animal morto, porém cozido – uma salsicha.
dezembro 6, 2009
Minha primeira vez
novembro 21, 2009
O Cemitério – caso verdade
Nunca visito cemitérios. Não gosto. Bem, como posso gostar? Cemitério americano, tudo verdinho e sem construções, é uma beleza. Agora, com cada morto rico querendo ser mais imponente que o outro e cada indigente querendo ser mais desgraçado que o outro, o cemitério brasileiro nos brinda com uma visão poluída, cheiro ruim e uma chance grande de algum rato morder o nosso pé. Não gosto de cemitério e não vou mesmo! Ou melhor, não ia. Sempre há uma vez que você não escapa de ter de fazer algo que odeia.
novembro 10, 2009
Danilo Gentile colocou a cabeça na privada!
Vi alguns programas de humoristas do passado: Golias era muito bom. Meu pai falava bem dele – com razão, vejo agora. Ele sabia mesmo fazer a comédia de costumes misturada ao pastelão. Renato Corte Real, Zeloni e Agildo Ribeiro tiveram momentos sensacionais. Costinha era impagável, eu o conheci pelo Youtube. Como piadista, era sensacional. Coisa que os velho show de Juca Chaves também apresentava com esmero. Vi uns programas da TV Pirata. Não sabia que havia sido tão bom. Mais uma vez, tive de dar razão ao meu pai.
novembro 9, 2009
A buceta chorona
Uma mulher bela e elegante sai de um bar com uma enorme bebedeira.
Caminha em direção ao seu automóvel, um BMW novíssimo e com a chave, tenta
abrir a porta, mas o seu estado alcoólico não o permite.
(mais…)
O menino que gostava de buceta
novembro 8, 2009
outubro 29, 2009
“Puta, puta, puta” – isso é coisa de universitário no Brasil?
Li em um artigo ou livro, não me lembro bem agora, do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr (com quem trabalho), que a Uniban foi o pomo de discórdia no Conselho Nacional de Educação (CNE) na época do Governo Fernando Henrique. Não estava no Brasil nessa época, não acompanhei o caso. Mas a informação que li dizia que houve membros do CNE que pediram demissão por causa de que a Uniban passou a ser considerada universidade naquela época.
Estou consciente de que sem vestibular não há seleção e sem seleção, ao menos no Brasil, quem chega à universidade não poderia ali estar. O problema é que isso não é somente algo que possamos afirmar sobre questões intelectuais. Junto com a baixa informação intelectual vem também, não raro, a incapacidade para perceber limites morais. Parece que esse é o problema das universidades particulares em que os processos de seleção são facilitados. Assim é a Uniban.
Ali não só se paga mal os professores, mas eles são colocados em uma situação muito difícil, pois não há instrumentos possíveis para educar uma turba bárbara que, pelas facilidades de ingresso, acabam se acomodando entre alguns poucos bem intencionados que querem estudar.
Não me acusem através daquela fórmula pouco inteligente de “ela está generalizando”. Não não, nada disso. Vejam o vídeo sobre o que eu falo e escutarão o coro de estudantes gritando “puta, puta, puta” para uma menina. Mesmo que ela fosse à escola pelada, isso é injustificável. Ela foi com roupas normais (uma mini saia comum). Estava provocante? Ora bolas, quem não quer mulher provocante? Querem mulher feia? Não, querem mulheres provocantes, todos os homens são assim. Só que os alunos da Uniban não são homens. São covardes. São simplesmente cafajestes. Eles não só fizeram coro contra a aluna, mas a atacaram a fim de estuprá-la (sério!), e ela teve de sair protegida pela polícia.
O pior de tudo foram os comentários: “ela mereceu, pois veio cum rôpa di provocá, né véio?”. Sim, eis aí o conteúdo e a forma da frase do “universitário” da Uniban de São Bernardo.
Quando vejo isso, fico com vontade de pedir para que os políticos brasileiros (alguns deles donos dessas espeluncas com nome de universidade) ponham as filhas ali. Bom, o pior é que, na atual circunstância, até colocam mesmo. Pois até nossas elites já estão pior do que os que, entre pobres, nós chamamos de pessoas que não possuem mais noção de civilidade.
Menina Virgem
outubro 19, 2009
O Silva
Conheci o Silva como figura pública quando ele era segurança de um senador importante, que não posso dizer o nome. Ele era um negro de 1.90 por sei lá quantas polegadas de largura. Talvez umas poucas polegadas, caso a padrão fosse o polegar dele mesmo. Silva tinha um polegar de tampar boca de bazuca. E tampava. Qualquer cano de revolver, espingarda, trabuco e até canhão era umbigo de loira para o Silva, ele punha o polegar e fazia o oponente abrir as pernas. Silva era um sem juízo. O senador apelidava isso de correligionário fiel. A fidelidade não era partidária e nem mesmo em relação ao senador, mas única e exclusivamente à profissão – Silva tinha orgulho de ser segurança, de chegar antes da bala, de defender quem o pagava com toda energia. Meu Deus, que energia!
Mulher de padre é mulher de padre
Não vou mentir que encontrei Laura onde eu não podia encontrar. Ela jamais podia me ver ali e a recíproca era verdadeira. Nós duas sabíamos muito bem por onde andávamos ou, melhor dizendo, tínhamos fortes indícios de que freqüentávamos o mesmo lugar, mas nenhuma de nós queria dar de cara com a outra ali. A razão era simples: caso acontecesse, teríamos de conversar sobre o assunto, e talvez não estivéssemos preparadas para tal tarefa. Mas isso caiu por terra. Dei de cara com Laura saindo do quarto do padre Robusto, com os botões da blusa em casas erradas. Ela deu de cara comigo chegando, mais maquiada do que de costume e em uma hora pouco recomendável para uma visita.
Salário do Professor – quem mente?
A tabela abaixo mostra o salário do professor de educação básica da rede pública, segundo o MEC. A média apresentada é de 1.527 reais. O problema agora é saber onde está a mentira.Vejam o porquê.
Para instaurar o piso de 950 reais o MEC e o ministro Fernando Haddad juraram de pés juntos que 40% dos estados pagavam menos que a média. E eles mantiveram essa posição até o mês passado. Mas esta informação, segundo a tabela do MEC abaixo, não é verdade. Então, Haddad mentiu na época que soltou o piso, para poder fazer passar sua proposta e, assim, “fazer política”?
Bom, se o MEC mentiu antes, descuidou agora e soltou a tabela real? Ou a mentira é agora? Se a mentira é agora, o que se quer com ela? Trata-se de mostrar essa tabela para organismos no exterior e, então, dizer que o governo federal está empurrando as políticas estaduais?
O mais interessante é que alguns especialistas em educação da universidade brasileira vibraram com o números, enquanto os sindicados, estupefatos, estão sem entender o que está ocorrendo. Quem mentiu já sabemos, foi Haddad e o MEC. O problema é saber quando, se antes ou se agora.
Essa confusão toda ocorre menos de 15 dias após o ministro Fernando Haddad enterrar o MEC em dívidas devido à péssima escolha das companhias que iriam fazer o ENEM, e que deixaram vazar a prova. O ministro da Educação está sendo chamado de “O Renato Aragão da Educação” nos corredores públicos e privados de Brasília. Não é para menos.
Menina Virgem
Salário médio dos professores da Educação Básica brasileira
| Distrito Federal | R$ 3.360 |
|---|---|
| Rio de Janeiro | R$ 2.004 |
| São Paulo | R$ 1.845 |
| Mato Grosso do Sul | R$ 1.759 |
| Roraima | R$ 1.751 |
| Rio Grande do Sul | R$ 1.658 |
| Paraná | R$ 1.633 |
| Acre | R$ 1.623 |
| Amapá | R$ 1.615 |
| Sergipe | R$ 1.611 |
| Amazonas | R$ 1.598 |
| Tocantins | R$ 1.483 |
| Minas Gerais | R$ 1.443 |
| Mato Grosso | R$ 1.422 |
| Pará | R$ 1.417 |
| Espírito Santo | R$ 1.401 |
| Rondônia | R$ 1.371 |
| Santa Catarina | R$ 1.366 |
| Goiás | R$ 1.364 |
| Maranhão | R$ 1.313 |
| Alagoas | R$ 1.298 |
| Rio Grande do Norte | R$ 1.232 |
| Ceará | R$ 1.146 |
| Bahia | R$ 1.136 |
| Piauí | R$ 1.105 |
| Paraíba | R$ 1.057 |
| Pernambuco | R$ 982 |
| Brasil | R$ 1.527 |







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