Menina Virgem

outubro 16, 2009

Senador de tanga, você não gosta?

Filed under: política — Tags:, , , , — meninavirgem @ 9:24 pm

suplicy e sabrina sato Suplicy sempre aceitou as brincadeiras de jornalistas, artistas e tudo o mais. Saíam gritando na rua “olha o argentino”. E ele nunca perdia a compostura. Senador fantástico, brigador, sempre honesto.

A raiva da direita política contra Suplicy é imensa. Ele foi reeleito mesmo quando concorreu com gente popular e de até mais grana que ele (Oscar e Afif Domingos).

Suplicy agora vestiu uma sunga vermelha. Não é cueca, como diz o Senador Arthur Virgílio, um desafeto do PT independente de qualquer coisa. O pedido de Sabrina Sato não foi esculhambação do Congresso. Foi uma homenagem. Ela disse que Suplicy parecia o super homem, falou se existia políticos super-heróis e então pediu para o Senador vestir a sunga. Suplicy disse que não podia, mas diante da insistência, o Senador vestiu e não fez nenhum gesto que pudesse criar constrangimento.

Qualificar o gesto de Suplicy como “falta grave” e quebra de decoro parlamentar é simplesmente dizer o seguinte: tenho inveja dele. E é isso que Tuma,Virgílio e outros estão sentido. Inveja. Sabrina Sato não iria procurar nenhum deles para falar que parecem o Super Homem, pois o pessoal do DEM e do PSDB está mais para as histórias dos Irmãos Grimm do que para HQs de super heróis.

Caso Sabrina Sato, com aquela bunda, fosse pedir para outros senadores vestirem qualquer coisa, eles topariam – como já fizeram. Não por gentileza, como Suplicy, mas por serem “velhotes babões”, nojentos.

Quando se trata de mensalinho, o PSDB não fica longe do PT com o mensalão. E sobre falta de decoro no Senado, é bem mais fácil achar do lado de Tuma, Virgílio e outros essa prática. Não Suplicy. Além disso, se Virgílio não gosta de gente com fantasia, ele deveria olhar no partido dele, deveria falar para o Aércio Neves não se vestir de borboleta e deveria exigir que o Serra não saísse com aquela fantasia de vampira com que vai ao Bandeirantes (quase) todo dia. E o Senador Heráclito Fortes que tem fantasia natural de pai do Kiko?

Menina Virgem.

outubro 7, 2009

Fernando Haddad vai hospedar Zelaya

Filed under: MEC — Tags:, , , — meninavirgem @ 12:05 pm

Enem do HaddadA história é escabrosa.

Tudo começa com um ministro cabeça dura que transforma o ENEM em vestibular, contra o aviso dos mais experientes.  ENEM é ENEM, vestibular é vestibular. Mas que nada, o ministro bicudinho, do alto de sua juventude, não ouve ninguém.  Aí, o MEC contrata empresas penduradas na Justiça para fazer o ENEM. As empresas estão na Justiça exatamente porque, diferente das tradicionais que fazem os vestibulares famosos, estas são as que deixam vazar informações.  Então, realmente, a prova vaza na maior facilidade. A coisa vai parar no Jornal Estadão que, antes das verbas governamentais gordas para toda a imprensa, fazia oposição ao governo Lula. O jornal avisa o MEC. A prova é cancelada. O MEC começa um jogo de empurra, ora falando que o crime era para desestabilizar o ministro (!) ora avisando que iria remarcar a prova para logo. Ao final, marca para dezembro a nova prova, fazendo bater a data com vestibulares tradicionais de várias escolas.

Ninguém é importante para Haddad, só ele mesmo. Então, a cada trapalhada, ele joga mais idéias novas no ar e, quanto ao resto, diz que “vamos investigar”. Todavia, desta vez, o serviço ficou pendente: ele precisa fazer o vestibular que prometeu! Ele desarticulou 55 reitores e arrebentou com a vida particular de muita gente. E o pior: isso ainda é o de menos!

Pesquisei sobre a história do vestibular no Brasil. Não encontrei qualquer coisa assim, ou seja, de tamanha confusão. Pesquisei sobre a própria capacidade do MEC de fazer algumas tarefas de grande envergadura (não sobre este tipo de coisa, claro), e não encontrei algo parecido. O fato é que o próprio ministro Fernando Haddad terminará o seu mandato como o ministro que mais deu prejuízo ao MEC.

Paulo Renato se especializou em fazer exames, e não fez mais nada. Fernando Haddad se especializou em não fazer exames.

Fernando Haddad é o ministro que acumula o segundo maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Sempre pede mais dinheiro. Todavia, foi denunciado pelo jornal O Globo, por um articulista muito sóbrio, assunto que mereceu artigo do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr, a saber: ele gasta mais em propaganda de obras do que na própria obra. É sério. Gastou até mesmo em propagandas de obras que já haviam sido cortadas, pasmem, por falta de dinheiro. Não contente com isso, termina agora sua gestão no caos completo, jogando na lata do lixo 38 milhões de reais de uma vez só. Sim! Um dinheiro que daria para erguer uma universidade inteira!

Fernando Haddad no MEC fez um benefício ao Brasil, ao menos um: deixou claro qual a verdadeira razão pela qual se diz que não há dinheiro para a educação em nosso país. O MEC é uma casa da mãe Joana. Tragam o Zelaya, ele está hospedado no lugar errado.

Menina Virgem

Em 2007, um artigo no Estadão, do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr, já faz críticas contundentes ao MEC: veja aqui o artigo, reproduzido no blog do filósofo.

Agora é lei: passou em concurso, toma posse

Filed under: concurso — Tags:, , — meninavirgem @ 3:49 am

jacaré empregadoNão é segredo que, no Brasil, o que é público nem sempre é público.  O público é estatal e, portanto, quase privado. Não são poucas as repartições públicas (hospitais, universidades etc.) que caem sob o comando e controle de grupelhos políticos ou confrarias.  O resultado disso, no caso dos concursos, é que as pessoas passam nas provas,  são aprovadas de fato e não são chamadas, ficando com a vida, durante muito tempo, completamente enrolada.

Finalmente a Justiça Brasileira colocou a coisa em melhores termos. Agora, no plano legal, o que vale é a homologação do concurso. Pois o dinheiro para a vaga, já faz tempo, tem de existir antes e, se a pessoa passou e saiu no DO que sua aprovação está homologada, acabou, ela é dona do lugar. É necessário dar posse para o candidato.

Caso a posse não ocorra e o prazo de validade do concurso esteja se aproximando, o candidato que teve sua aprovação homologada em DO deve recorrer à Justiça. O ganho de causa será imediato.

Isso não resolve, ainda, o problema dos concursos mesmo, ou seja, da honestidade das provas, mas já é um bom caminho andado. Fique atento.

Aqui há mais sobre isso.

Menina Virgem

outubro 1, 2009

O dia em que nem com viagra vai!

Filed under: Comportamento — Tags:, , , , , , — meninavirgem @ 10:44 am

wonder woman decadenceChega um dia, a mulher não menstrua mais. Isso é o de menos hoje em dia. Mas e quando a lubrificação vaginal não ocorre mais? Aí sim, as coisas ficam chatas. E não adianta dizer que com KY resolve porque o problema é, antes, psicológico, não só físico.

Chega um dia, o homem não tem aquela disposição sexual que antes.  A ereção não é mais a mesma. Viagra resolve, claro. Mas não pense que as coisas são tranqüilas assim, também aí há questões psicológicas a resolver – sem contar as financeiras. Êta coisa azul cara! Só porque é azul os laboratórios acham que é pedaço do céu?

(mais…)

setembro 30, 2009

A bonitinha e o ordinário

Filed under: TV — Tags:, , , , , , — meninavirgem @ 6:52 am

MonicaMarcelo Tas era aquele carinha que posava de honestinho, limpinho e corretinho. Inventava prêmios para constranger políticos que sujavam as ruas. Era o senhor moderninho. Um dia Marcelo Tas se aproximou dos 50 anos e, então, mostrou sua face verdadeira. E que face feia.

No programa dele, o CQC (Band), foi feito um concurso para escolher uma repórter. O CQC nada é senão um Pânico metido a intelectualóide. O que Emílio faz de cara limpa, sem posar de bom, o CQC faz de modo pedante, posando de “MTV de adulto”. Um nojo. E esse nojo veio à tona na segunda passada (28/09), quando Tas escolheu Mônica e não Carol como futura repórter do programa, após um concurso que durou dois meses.

Mônica é a gostosa, alta, magra e de covinhas. Porém, sem talento algum. Mônica e CarolChata mesmo. Carol é baixinha, não é bonita, mas é engraçada e altamente competente no que faz. Em todas as reportagens, ela ganhou a cena e fez acontecer. Na última vez, o CQC preparou o bote: editou a matéria tendenciosamente, não mostrando que Carol, na entrevista com a Jovem Guarda, conseguiu ganhar o palco, enquanto que Mônica apresentou perguntas tediosas entre as mesas. O CQC fez igual ao nojento trabalho da Rede Globo no debate de Collor versus Lula – editou a coisa para que, dando a vitória para Mônica, o roubo não ficasse tão nítido. Afinal, nem todo mundo havia assistido os dois meses de programa. Assim, a imagem de final é que legitimaria tudo. E durante todo o tempo, Marcelo Tas foi preparando o público, dizendo que a disputa estava empatadíssima.

A idéia básica do crápula Marcelo Tas, agora, aparece claramente: colocar a bonitinha como repórter e ganhar os dividendos. Sexuais? Sabe-se lá. Agora, financeiros, é evidente que sim. Pois a Mônica já tem chamada para posar para a revista Sexy. Vai abocanhar tudo sozinha? Duvido. Isso sem contar os lances que vão aparecer daqui para diante. Com Carol, tudo se resumiria ao profissionalismo. Com Mônica, pensa Tas, o profissionalismo pode ser “ampliado”. Ele mesmo deixou isso escapar, em entrevista, dizendo que “Mônica foi a que mais cresceu” durante os dois meses. Ora bolas, deveria ter ficado quieto. A Carol cresceu também, mas nem precisava, estava pronta. Mas Mônica é quem tinha as covinhas no rosto e logo aprendeu a sorrir de modo que os babões que dirigem programas de TV gostam. Que coisa degradante!

O público via Internet também queria Carol, percebendo o talento da moça. Tanto é que na enquete da Folha, diferentemente do que Tas afirmou no programa (é certo que falando de outra pesquisa), Carol foi indicada. Ao ser questionado na imprensa pela visível escolha tendenciosa, injusta mesmo, ele. Marcelo, saiu com esta: “não temos preconceito contra mulher bonita”. Ou seja, Mônica era a bonita e era a melhor. Mentira. Não era. Mônica era apenas a que satisfez os desejos de um cara que antes mesmo de chegar à maturidade, apodreceu.

O certo agora seria entregar a Marcelo Tas aquele porquinho que ele vivia dando para políticos. Ele mostrou quem é o verdadeiro porco da cena brasileira. Aguardem, pois essa novela vai ter mais desdobramentos. E o que eu disse aqui vai não só se confirmar em detalhes, mais chatos ainda, mas vai revelar outro.

No fundo, foi sorte da Carol não ganhar. Pois, com o talento dela, a melhor coisa é não se misturar com essa gente do CQC. Creio que ela irá ser aproveitada em outros programas, talvez. Mas o resultado de segunda decepcionou todo mundo que tinha alguma esperança que o ambiente do CQC fosse diferente do resto da TV. Não é. O talento não conta mesmo. Dinheiro e sacanagem se elegem sozinhos.

Menina Virgem

setembro 27, 2009

Quer ver meus seios?

Filed under: estética feminina — Tags:, , , , , , , , — meninavirgem @ 5:20 pm

scarlett johansson sendo cumprimentada!Duvido que você não queira ver meus seios? Digo isso não por “convencimento” da minha parte. É que seios, sejam eles quais forem, despertam nossa curiosidade. Carlos Drummond de Andrade preferia a bunda (eis o poema). Mas só ele. Os homens todos são atraídos por seios quando, de fato, estão interessados na sexualidade da mulher. Pois as partes baixas são o sexo desde o nascimento.  Neste caso, há o sexo sem sexualidade. Quando a mulher começa a se fazer mulher, quando o sexo ganha sexualidade e, então, pode ganhar sensualidade, são os seios que aparecem. O homem de gosto refinado e que sabe apreciar a sexualidade da mulher, entende bem isso, sente isso, seu olhar é antes para decotes do que para qualquer outra parte da mulher, fora o rosto.

Os seios são tão poderosos que mesmo as mulheres se interessam por eles, pelos peitos alheios. As mulheres não querem ver a bunda umas das outras, mas querem ver os seios. Comparam. Os seios são o que as mulheres realmente têm a oferecer de diferente no mundo. Não só diferente do que há nos homens, mas diferente de tudo o mais. Nada no mundo se parece com os seios. E não é preciso recorrer a Freud para que possamos saber que, uma vez tendo nos seios um objeto primitivo de prazer, iríamos idolatrá-los tanto por toda a vida. Só a estética do seio, creio eu, já basta.

Não é à toa que doenças do seio atraiam campanhas e campanhas, diferente de outras doenças que ganham menos adeptos de causas que falam de “prevenção” e “combate”. Também não é à toa que mesmo em países em que a cultura indica outro lado que não o da preferência por seio, diferente da americana, o “ranking do silicone” tenha se estabelecido quase que naturalmente. Os seios são reis. A respeito deles, um povo pode ficar adormecido durante algum tempo, mas, uma vez despertado, inicia sua jornada de adoração.

Eles, os seios, são “a comissão de frente”. Chegam antes da mulher em qualquer lugar. Ou melhor, fazem a mulher chegar primeiro em qualquer lugar, se acompanhadas de um homem em paralelo. Aliás, quando queremos dizer que um assunto é importante usamos a expressão “no seio da questão”. Seio sempre foi algo para dizer “central”. Os seios são tão fantásticos que nossos primos primatas, machos, se masturbam ao ver uma mulher de peitos grandes, mais do que fariam diante da presença da mulher com seios menos fartos. O macaco parece ver na mulher com seios avantajados o que seria a sua melhor parceira. É como se ele dissesse, “ah, isso sim é mulher, não o que eu tenho em casa, o que há em casa é uma macaca”!

As mulheres ficam preocupadas com a queda dos seios. Sabemos que a gravidade é imperdoável. Por isso, usamos sutiãs. Não é uma questão só de estética ou de cuidados outros. O sutiã é nossa luta contra a gravidade. O que fazer, no entanto, quando estamos perdendo essa luta?

Os seios caídos, antes ou depois da amamentação, são devido a componentes de herança. Se nossas mães e avós tiveram seios flácidos e nós, jovens, ainda não, devemos tomar todo o cuidado possível, aplicando cedo os melhores cremes e não deixando de ficar atentas ao sutiã que, enfim, já tem mais de cem anos (há um belo artigo do filósofo Paulo Ghiraldelli sobre o sutiã).

Exercícios não adiantam tanto. A musculatura ao redor do seio, aumentada, não resolve o problema da queda ou da flacidez, ambas genéticas. Os seios, na verdade, estão soltos na parte dianteira do corpo, bem diferente do que é o abdome. Este pode ser “encolhido” por exercícios. Os seios, caso sejam flácidos, pouco conserto podem ter, a não ser pela ação dos cremes – hoje em dia, poderosos. Caros, é claro, mas … resolvem um pouco sim. Para quem vai amamentar, usá-los rigorosamente, é um imperativo. Quem não o segue, se arrepende amargamente.

Se o caso não é de flacidez da pele e, sim, de formato que colabora com a ação da gravidade, então o melhor para resolver a situação é a operação. Cuidado aí: operação não resolve o problema de seios caídos por conta da pele flácida como resolve o problema quando se trata de seios caídos apenas por conta do formato. Há médicos um pouco sem vergonha que, por causa do dinheiro, colocam a mulher na faca sem explicar bem isso.

Outro problema dos seios, que não é atual, é o do silicone. Nos Estados Unidos há regras para a aplicação disso. No Brasil, não. Produtos não possíveis de serem aplicados lá, aqui são liberados. A colocação de silicone não é algo banal. Têm conseqüências. A mulher que pode evitar deveria evitar. Afinal, seios pequenos não significam pouca sensualidade. A sensualidade dos seios, para o homem, vem de como a mulher conduz os peitos, como ela se comporta com eles. A tesão nos seios, por parte da mulher, é algo que ela ganha se cultivar e se tiver bons parceiros que sabem cultivar isso. Uma boa parte das mulheres se deixa levar pelas banalidades da vida e, quando acordam, já não sentem mais nada no seio. Perderam a tesão no lugar que deveriam ter uma tesão especial.  Por isso que educação sexual, verdadeiramente, não pode ser dada na escola, é algo da escola da vida. Mas, infelizmente, a vida judia de muitas mulheres no mundo. Muitas.

Bem, chega de conversa fiada – dizem os homens a essa altura. Ah, querem seios, não? Tá bom, eles estão aqui ó: Fotos.

Menina Virgem

PS: mais seios aqui: conhece o vídeo Show them to me ?

setembro 23, 2009

A onda do blogueiro marionete

Filed under: internet — Tags:, , , , , , — meninavirgem @ 7:50 pm

danceParece natural, agora, que não seja necessário mais diploma de jornalismo para a atividade jornalística. Parece correto, agora, que todos nós possamos lidar com a informação, principalmente na era da Internet e da profusão dos blogs e coisas similares. Assim, donas de casa se transformam em poetizas, funcionários públicos aposentados viram repórteres e até mesmo analfabetos imitam o que Paulo Coelho já fazia, ou seja, copiam coisas da própria Internet e “publicam”, ou seja, repassam. A notícia e o comentário, antes ciosamente trabalhados por uma editoria, agora está em meio a uma festa da melancia em porta de cemitério no dia de Finados.

Ah! É a liberdade de expressão! A liberdade de expressão – viva a liberdade. Quem não gosta dela? Eu mesma, professora de filosofia, agora não preciso mais ficar restrita à minha sala de aula para ser ouvida. Tenho meu blog. Ah! Tenho ainda mais a comemorar: nem preciso mais ficar devendo favores sexuais para orientadores e pessoas ligadas a órgãos de fomento de pesquisa para publicar. Tenho meu blog, e isso garante minha fala pública e preserva minha xoxota. Que beleza! Nunca imaginei que iria nasce em uma época tão boa!

Ninguém vê problema na liberdade. Inclusive, muita gente que adora a não-liberdade, que cultiva sonhos ditatoriais e autoritários, agora dá vivas ao que chamam de blogosfera.

Mas o aprendizado da liberdade não é fácil. A Internet faz parecer grande e verdadeiro o que é pequeno e mentiroso. O exemplo claro é o pensamento da extrema direita política no Brasil. Figuras que não seriam aceitas em jornal algum, por inventarem coisas cabeludas e serem, elas próprias, marcadas pelas suas simpatias com perspectivas nacionalistas extremadas e até mesmo de gostos xenófobos e fascistas, viraram divulgadores de “notícias”. Então, aquele monte de repórteres frustrados (sim, de repórter e louco todo mundo tem um pouco), que querem “bombar” seus blogs, correm para essas notícias e as reproduzem em seus espaços no WordPress e no Blogger e coisas do gênero. Nem mesmo citam a fonte de onde tiraram as notícias. Nem mesmo colocam links mais. Vale tudo na orgia da pseudo-informação.

Sites financiados por grupelhos, visivelmente capciosos, induzem pessoas simples e meninas que se acham sabidas (como eu) a reproduzirem notícias. São “notícias”, não notícias. O desejo que move esses blogueiros aprendizes de feiticeiros é simples: aparecer no topo da lista de um medidor de êxito nos vários sites que agrupam blogs ou links. A ingenuidade de achar que se está “passando a notícia” para que “todos saibam” move um monte de blogueiros. Poucos blogueiros realmente escrevem. A maior parte, dentro do esquema do analfabetismo funcional brasileiro, apenas repassa notícias, sem qualquer preocupação crítica. Como procuram ser originais, imaginam poder passar notícias que ninguém conhece, e então caem nas mãos dos produtores de informações falsas – os que colocam exatamente o que não está nos grandes jornais –, e que não possuem a responsabilidade jurídica pelo que publicam.  Aliás, quando possuem, nada têm a perder. Pois um blog não custa nada. Um jornalista pode assinar um jornal de Internet e, uma vez processado, pode simplesmente nem ser notificado, por morar no exterior etc. Ou seja, a Internet é, realmente, um reino do esconde-esconde.

Lembro de uma notícia de uns anos passados. Um grupo nacionalista colocou na Internet um mapa falso, dos Estados Unidos, em que a Amazônia aparecia ligada aos Estados Unidos. Esse mapa estaria sendo entregue, em livro, nas escolas americanas. Oh, como isso transitou por aí. Qualquer brasileiro escolarizado e não imbecil saberia que os Estados Unidos não se tornaram uma grande nação fazendo isso, ensinando uma geografia tola e ideológica. Um povo que ensinasse suas crianças assim não seria um povo capaz de criar o que criou: a literatura de um Henry James, a filosofia de um John Dewey, o cinema de um Tarantino e tudo o mais que encanta o mundo e que vem dos Estados Unidos. É um completo desconhecimento do que é a política e vida americanas acreditar que os republicanos são fascistas e que os democratas são iguais aos republicanos. No entanto, por falta de informação básica e completa acriticidade, essa notícia falsa do tal mapa correu como pólvora na Internet. Professores reproduziram em sala de aula essa loucura. Nessa hora, as ideologias da extrema esquerda e da extrema direita se uniram em “defesa da Amazônia”, para “denunciar os americanos”. Mas a coisa não morreu aí.

Não tardou para que um grande jornal, o Estadão, fizesse o papel do blog irresponsável. O jornal publicou a coisa! Bom, finalmente, então, houve a reação da verdade. O resultado foi o seguinte: a Embaixada Americana mostrou que tudo aquilo era falso. O Estadão se retratou. Mas a coisa não parou não! Depois de dois anos, eu ainda recebia em listas da Internet o tal mapa! E o pior, ele era passado por professores universitários. Sim, já não era coisa de blogueiro sem formação não! Nem eram garotas ingênuas trocando foto de Orkut. Depois de dois anos, professores universitários ainda passavam a esdrúxula notícia.

Como se pode ver, a praga de se transformar em aprendiz de feiticeiro pode pegar qualquer um.

De lá para cá, os grandes jornais, eles próprios, colocaram blogs e começaram a se responsabilizar mais pelo que é da Internet e como é que é da Internet. Ou seja, aquelas coisas básicas que se aprendiam em escolas de jornalismo, voltaram a importar: quais as fontes, como a notícia foi produzida, o que ela diz é plausível ou não, para onde ela vai etc. O diploma de jornalista talvez não ajude em nada, realmente, para salvar um jornal. Mas o espírito com que se faz um jornal sério precisa permanecer vivo e chegar à consciência do blogueiro. A questão, agora, portanto, é outra. Ou melhor, é a mesma de sempre. A questão é de responsabilidade individual. Cada um deveria começar a pensar: quão culta sou para me dar o direito de ter um blog? Acho que posso ter um blog, eu mesma, que sou tão ciosa ao que deve ser transmitido para crianças, então, como posso agir aqui no meu blog de modo irresponsável? Sim, pois a questão é não fazer a auto-censura sobre sexo. As pessoas adoram achar que a única coisa que vale ser restrita em blog é sexo. Ora, sexo é o que não tem importância. A questão é a de saber ser polícia de si mesma ao passar qualquer informação. Cada um deveria olhar no espelho e dizer: meu blog tem poucos leitores, não vou aumentar esses leitores publicando merda, e vou tentar me reeducar com os que sabem mais que eu. Vou voltar para a escola, vou ler outras figuras, vou consultar escritores etc. Ninguém é deus. E na verdade, os deuses também erram. Mas, cada blogueira não pode sair da cozinha e sentar na frente do computador e dizer: “ah, agora sou escritora e jornalista” … e pimba, tasca lá coisa que ela própria não sabe de onde veio e como veio. Não se pode ficar aposentado, de chinelo, e dizer, “ah, eu sempre quis ser jornalista e não pude fazer faculdade, agora vou ter meu jornalzinho, meu blog” … e pimba, tasca na Internet qualquer coisa.

Ou todos nós, blogueiros, paramos de achar que podemos colocar coisas na Internet acriticamente, como bobocas, ou vamos destruir a liberdade que conquistamos, e que devemos, em parte, ao Bill Gates.

Se você é blogueiro ou blogueira e pega a notícia, por exemplo, que a freira assassinada na Amazônia, a Dorothy, era da CIA (veja aqui), e não sabe de onde veio essa “notícia”, e a coloca ali no seu blog achando que está fazendo grande coisa, saiba que essa notícia surgiu de outros sites que são os mesmos que produziram outras mentiras nacionalistas. Quem financia esses sites “independentes”? Qual a responsabilidade jurídica deles? Qual a razão de sempre atacarem os mesmos pontos? Ora, essas perguntas deveriam guiar o blogueiro que escreve pouco e que reproduz muito. Blogueiro não pode ser sinônimo de tolo. Blogueira não pode ser sinônima de maluca.

Menina Virgem

setembro 22, 2009

A Suíça irá desaparecer?

Filed under: política — Tags:, , , , , , , — meninavirgem @ 11:19 pm

Diabinho loucoO comandante Kadafi, presidente-ditador da Líbia, vai propor na ONU o fim de um país, a Suíça. Após o seu filho ter passado apertado com a polícia da Suíça, Kadafi não teve dúvidas que essa sua medida era a melhor. Vestiu seus eternos óculos escuros, que ele deve ter visto não em ditadores latino-americanos, mas em alguma série policial americana dos anos 70, e anunciou claramente sobre seu discurso na ONU: o pedido de dissolução da Suíça.

Ah, esses suíços são mesmos arrogantes, não? Mexer com o filho do Kadafi! Vamos fazer esse país sumir do mapa, voltar a ser parte dos seus vizinhos. Para corroborar esse seu argumento, Kadafi pode, agora, levantar mais coisas sobre esse estranho povo, os suíços. Além deles, os suíços, ficarem com o dinheiro do mundo todo, eles agora colocam um juiz de futebol que tira o picolé para fora e urina em campo, em meio a uma partida (uma amiga minha, árabe, que estava no jogo até disse que membro do juiz tinha lá seu dilmaCaretaLMarmérito, que ele não passou vergonha ao tirar a coisa para fora).

Penso que se Jânio Quadros estivesse vivo, eu conseguiria não só um comentador para essas duas notícias, mas um estadista capaz de fazer o Brasil se pronunciar sobre isso oficialmente. Como Jânio não está vivo e como Collor não fala muito mais (só contra Simon), restaria eu esperar Serra ou Dilma se elegerem para escutar eles falarem sobre esses dois assuntos internacionais importantes. Pois ambos possuem competência para tal. Possuem mais que competência, eles têm histórico.

janioq1Ah, acham que estou errada? Pois fiquem sabendo que Serra, esse menino com carinha de vampiro, disse que diante das enchentes em São Paulo, a única coisa que se pode fazer é rezar.   Na cara dura.  Na TV, o Datena ficou estupefato com a resposta do governador.

E a Dilma? Ah, vejam só! Ela posa de sóbria, mas todos ficaram sabendo da artimanha dela. Não contente em não ter currículo pesado, ela foi criando fantasias no seu currículo, e foi se diplomando. Sim, aumentou os seus títulos, a seu bel prazer.

Pois é, gente, Jânio fez escola. Kadafi fica no chinelo desses políticos Collor malucobrasileiros. E o juiz suíço, enquanto isso, vai continuar mijando por aí. Minha amiga torce para que isso ocorra.

Bem, para aqueles que acham que precisamos de gente um pouco mais racional no mundo, comecem a campanha de Marina Silva.

Menina Virgem

O beijo de Marina, a senadora

Filed under: política — Tags:, , — meninavirgem @ 4:37 am

MarinaVi a Marina no Roda Viva. Fui alertada por uma “twitada” do filósofo Paulo Ghiraldelli e fui lá ver. Amei. Na verdade, saí de um modo estranho, com uma esquisita sensação de orgulho do Brasil. Orgulho de ver uma mulher bem vestida elegante, bonita, madura, negra, inteligente e … senadora. Senadora da República – não é um nome imponente?

Sabe aquela coisa que americano tem, aquela coisa de orgulho de seus senadores, sabendo que eles são potenciais candidatos à presidência? Era algo que eu admirava nos americanos. Senti isso com Marina.

Gostei das respostas dela por uma razão: nenhum populismo, tudo para ela, se é complexo, tem de ser pensado. E gostei até mesmo das respostas que ela deu que são contrárias ao que penso, pois ela mostrou um lado muito bom nisso, que é a idéia de que o executivo não tem a ver com uma série de coisas e que, para essas questões, há de se amadurecer em vários pontos – falta discussão nisso, na sociedade. Não se dá respostas quando não se as tem. Quem quer decidir coisas que a sociedade não discutiu, cria uma situação pouco confortável.

Não sou evangélica, não sou contra o aborto e tenho bem menos escrúpulos com células tronco do que Marina. Sou favorável à descriminalização não só da maconha, mas mais que isso. Marina está do lado oposto meu em tudo isso. No entanto, no que importa, ela me agradou. No que importa para governar o país, no que o presidente deve fazer, a postura dela mais que me agradou, fez com que eu voltasse a ter orgulho do Brasil. Orgulho mesmo de ver que nossas esquerdas ainda tem força moral.

Gozado, que sentimento estranho … Quando acabou, era como se eu tivesse trocado um longo beijo com ela.  Era como que nós tivéssemos saído de um encontro casual, que nunca mais se repetiria, mas que ficaria guardado para sempre em nossas lembranças e corações.

Saí com a sensação de ter ficado apaixonada por Marina. Por ela ter me dado alguns minutos de orgulho do Brasil, quis beijá-la.

Menina Virgem

setembro 20, 2009

Homem tem de ser homem, e mais velho

Filed under: Comportamento — Tags:, , , , , , — meninavirgem @ 4:57 pm

Kingsley e Cruz em ElegyOdeio homem feminino. Sabe aquele carinha que é doce, que em vez de falar “meter” quer falar “transar” ou, pior, “fazer amor”? Sabe aquele carinha que não tem “pegada”, não gruda a mulher? Sabe aquele carinha que é bicha, mas não sabe que é e quer namorar mulher? Putz, é realmente o saco do saco!

A novela “Caminho das Índias” jogou fora um de seus personagens mais legais, que poderia ter sido explorado. A secretária, Dona Val, que tremia com a voz e a determinação do patrão, o Ramiro.

Dona Val está certa. Ou o homem é cafajeste na dose certa, ou não tem razão de vir encher o saco da gente. Pois se é para ficar com garotos que se depilam e que fumam uma maconha e ainda por cima fazem beicinho, então, fico com mulher.

Homem bebe uísque, não fica tomando cervejinha. Homem é carinhoso depois do gozo, antes, é no tapa que se coloca a mulher na cama – ao menos uma mulher como eu, que tem prazer. Homem é peludo. Cara que se depila deveria ser condenado à forca. Homem de pinto pequeno e que não fica duro, deveria ser proibido pela Constituição Brasileira de tentar sair com mulher. Há Viagra, que tome! E o pior de tudo, o homem franguinho. Homem que é homem tem de ser grisalho. Homem de ter alguma idade, não pode vir servido na casquinha de siri.

Homem anda de blazer de homem, não aquela jaquetinha preta. Homem que é homem não é menino Emo, porra. Homem que é homem abre a porta do carro para a mulher entrar, puxa a cadeira para ela sentar, beija em público, não olha para outras mulheres, cuida da sua. Depois, a quatro paredes, mostrar para gente com quantos paus se faz uma canoa. Ou melhor, com quantos paus se faz uma mulher feliz – um só, duro. Agora, homem que dá três bombadas, tipo cinema americano, não dá.

Eu estou enfarada de homem que não é homem. Vão de retro! Ah, sim, não por ser Satanás não, é que de retro é que vão mesmo.

Aliás, faltou isso no Ramiro, ser um pouco grisalho. Mas Dona Val estava certa. “Jesus me abana!”

Menina Virgem.

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