Marcelo Tas era aquele carinha que posava de honestinho, limpinho e corretinho. Inventava prêmios para constranger políticos que sujavam as ruas. Era o senhor moderninho. Um dia Marcelo Tas se aproximou dos 50 anos e, então, mostrou sua face verdadeira. E que face feia.
No programa dele, o CQC (Band), foi feito um concurso para escolher uma repórter. O CQC nada é senão um Pânico metido a intelectualóide. O que Emílio faz de cara limpa, sem posar de bom, o CQC faz de modo pedante, posando de “MTV de adulto”. Um nojo. E esse nojo veio à tona na segunda passada (28/09), quando Tas escolheu Mônica e não Carol como futura repórter do programa, após um concurso que durou dois meses.
Mônica é a gostosa, alta, magra e de covinhas. Porém, sem talento algum.
Chata mesmo. Carol é baixinha, não é bonita, mas é engraçada e altamente competente no que faz. Em todas as reportagens, ela ganhou a cena e fez acontecer. Na última vez, o CQC preparou o bote: editou a matéria tendenciosamente, não mostrando que Carol, na entrevista com a Jovem Guarda, conseguiu ganhar o palco, enquanto que Mônica apresentou perguntas tediosas entre as mesas. O CQC fez igual ao nojento trabalho da Rede Globo no debate de Collor versus Lula – editou a coisa para que, dando a vitória para Mônica, o roubo não ficasse tão nítido. Afinal, nem todo mundo havia assistido os dois meses de programa. Assim, a imagem de final é que legitimaria tudo. E durante todo o tempo, Marcelo Tas foi preparando o público, dizendo que a disputa estava empatadíssima.
A idéia básica do crápula Marcelo Tas, agora, aparece claramente: colocar a bonitinha como repórter e ganhar os dividendos. Sexuais? Sabe-se lá. Agora, financeiros, é evidente que sim. Pois a Mônica já tem chamada para posar para a revista Sexy. Vai abocanhar tudo sozinha? Duvido. Isso sem contar os lances que vão aparecer daqui para diante. Com Carol, tudo se resumiria ao profissionalismo. Com Mônica, pensa Tas, o profissionalismo pode ser “ampliado”. Ele mesmo deixou isso escapar, em entrevista, dizendo que “Mônica foi a que mais cresceu” durante os dois meses. Ora bolas, deveria ter ficado quieto. A Carol cresceu também, mas nem precisava, estava pronta. Mas Mônica é quem tinha as covinhas no rosto e logo aprendeu a sorrir de modo que os babões que dirigem programas de TV gostam. Que coisa degradante!
O público via Internet também queria Carol, percebendo o talento da moça. Tanto é que na enquete da Folha, diferentemente do que Tas afirmou no programa (é certo que falando de outra pesquisa), Carol foi indicada. Ao ser questionado na imprensa pela visível escolha tendenciosa, injusta mesmo, ele. Marcelo, saiu com esta: “não temos preconceito contra mulher bonita”. Ou seja, Mônica era a bonita e era a melhor. Mentira. Não era. Mônica era apenas a que satisfez os desejos de um cara que antes mesmo de chegar à maturidade, apodreceu.
O certo agora seria entregar a Marcelo Tas aquele porquinho que ele vivia dando para políticos. Ele mostrou quem é o verdadeiro porco da cena brasileira. Aguardem, pois essa novela vai ter mais desdobramentos. E o que eu disse aqui vai não só se confirmar em detalhes, mais chatos ainda, mas vai revelar outro.
No fundo, foi sorte da Carol não ganhar. Pois, com o talento dela, a melhor coisa é não se misturar com essa gente do CQC. Creio que ela irá ser aproveitada em outros programas, talvez. Mas o resultado de segunda decepcionou todo mundo que tinha alguma esperança que o ambiente do CQC fosse diferente do resto da TV. Não é. O talento não conta mesmo. Dinheiro e sacanagem se elegem sozinhos.
Menina Virgem