Menina Virgem

setembro 14, 2009

Sinta-se culpado por tudo, humilhe-se!

Filed under: religião — Tags:, , , , , — meninavirgem @ 8:29 am

image[6]Não diga “ah, esses gringos”. Não diga! Pois a moda também está entre nós, viu? Sim, não é a velha idéia cristã de dar a outra face e se arrepender de faltas não. É a idéia de rastejar e pedir perdão por coisas que não são faltas, se humilhando até não poder mais. Então, ficar sempre fiel ao pastor (que agora é até psicólogo, ou melhor, psicóloga). Trata-se de mais uma das religiões do tipo  das “Universais da vida” (que é tão ruim que fez a Globo ter razão!). O cara compra (sim, compra!) uma dessa aí ao lado e sai na rua, feliz da vida.

Tem de tudo: ex-puta, ex-viado, ex-veada, ex-ex e ex-ex-ex. Dizem até que em alguns lugares esse pessoal nem dá camiseta, apenas transforma você em ex-vivo.

Aliás, esses dias mesmo uma psicóloga desses grupos aí (que nada diferem da Universal) estava perdendo o diploma por “curar gay”, lembram-se? Pois é, mesmo ela sabendo que nossas leis não mais consideram doença a opção sexual de se relacionar com o mesmo sexo.

Fiquem atentos para não se transformarem em ex-alguma coisa. Pois, no caso, só vale um ato mesmo: ser ex-seguidor dessa droga aí.

Menina Virgem.

setembro 11, 2009

Homem e mulher – as diferenças que não poderiam ser ignoradas.

Filed under: psicologia — Tags:, , , , , — meninavirgem @ 3:16 pm

Adão e Eva, de Tamara de Lempicka

Psicologia masculina e psicologia feminina

Homens são de Apolo, mulheres são de Dionísio. Homens são pintores e desenhistas, mulheres são musicistas e poetizas. Homens vivem dos olhos, mulheres vivem do tato. Homens gostam do sexo no claro, mulheres fazem sexo no escuro. Em algum momento da vida do Cosmos a harmonia entre princípios apolíneos e princípios dionisíacos se perdeu, diria Nietzsche. Então, digo eu, foram criados o homem e a mulher.

Por mais que as revistas queiram mostrar homens nus, elas nunca vão conseguir atingir o público feminino, só o público gay. Aliás, elas nem mais são para o público feminino. Por mais que alguns recalcados queiram parar com as revistas de mulheres nuas, elas só vão aumentar, pois há um prazer estético enorme nelas, usufruído pelos discípulos de Apolo, ou seja, os homens. Por mais que se queira fazer um homem dançar ao som de uma música em estado de prazer completo, isso é uma façanha só possível para as mulheres. O homem é anatômico, a mulher é sinestésica.

Homens beijam com o olho aberto, mulheres beijam com o olho fechado. O homem, ser dos olhos, inventou o Iluminismo e, depois, o positivismo. Elegeu a ciência como sua rainha. A mulher não participou do Iluminismo e bem menos ainda do positivismo. Elegeu a religião como sua práxis. A mulher pensa com o tato, o homem pensa com os olhos. O homem é o único capaz de deslizar em favor da estética serena das artes plásticas, enquanto que sem a mulher não haveria rima, música, dança e perdição.

Quando um homem cruza com uma mulher na rua, se ele é homem mesmo, ele confere rosto e nádegas. Quando uma mulher cruza com homem na rua, ela se vê atraída pelo seu perfume ou, melhor ainda, pelo “cheiro de homem”. Como os gatos, as mulheres usam os bigodes para não queimar a língua, usam o olfato, perto dos bigodes, para se precaver contra um leite muito quente ou azedo. Homens, como os cachorros, grudam qualquer osso e, ao mordê-lo, o coloca diante das patas e olham constantemente para ele enquanto o devoram.

Homens fazem sexo pegando a mulher pela traseira, para vê-la gozar e espernear, para ver sua musculatura se mexer. Mulheres se deixam agarrar desse modo, e gozam olhando para o nada ou até mesmo, fechando os olhos. Quando o casal faz a posição pela frente, seja qual for, o homem sempre procura um meio de poder olhar para as partes sexuais da mulher, enquanto que a mulher ou olha para o nada ou diz preferir olhar os olhos do homem.

O homem é inventor dos binóculos e telescópios. As mulheres são inventoras de medicamentos. O homem usa os olhos para receber outro ser no mundo, seu filho, por exemplo. A mulher não, quando ela gera outro, ela nem pode ver, ela só sente.

“Ah, mas eu sou homem e não sou assim, minha cara”. “Ah, mas eu sou mulher, e não sou assim, minha linda”. Caso sua reação for essa, um aviso: você não é de todo homem. O mesmo digo para você outra: você não é de toda mulher. Isso não diminuiu ninguém. Não é um xingamento, é apenas a apologia de uma psicologia elaborada a partir de uma perda que houve em algum lugar do Cosmos.

Menina Virgem

setembro 7, 2009

Não procure médico para problemas sexuais

Filed under: sexo — Tags:, , , , , , , , — meninavirgem @ 12:06 am

morena Os médicos são pessoas que vestem branco e sabem algumas coisinhas sobre doenças. Só isso. Todavia, há uma idéia geral de que sexo é algo que, não podendo mais ser tratado com padre, deve ser levado para o consultório do “doutor”. Isso é um erro grave,  mesmo quando este é “terapeuta sexual”.

Quem sabe sobre sexo é o praticante do sexo que, cultivando a sabedoria da reflexão sobre si mesmo e sobre sua experiência de vida, ao longo dos anos percebe que talvez – talvez! – possa começar a sugerir alguma coisa.

Quando quero saber mais sobre sexo, além da minha própria reflexão e vida prática, consulto filósofos, especialmente os mais velhos, em particular os que realmente mostram ter uma vida sábia. Especialistas? Jamais.

Sexo é matéria de estudo. É necessário conhecer estatísticas seguras e culturas diferentes. É necessário cultura geral para compreender os mecanismos culturais que jogam pesado contra e a favor de cada um,  no desempenho sexual. Todavia, antes de tudo isso, é necessário prática. A experiência da prática pessoal, e não só de outros, é fundamental.  Isso cria um problema: médicos não podem dizer que são experientes. Ninguém pode dizer. Todos precisam dizer que são castos. E se alguém diz que é casto, mesmo que não seja, não serve para falar sobre sexo. Pois, desde o início, já está tão preocupado consigo mesmo, com o que se vai pensar dele, que então mostra uma imaturidade  que, enfim, não o qualifica como alguém que possa falar de sexo com pertinência.

O sexo tem um drama nele próprio. Todos que querem tirar preconceitos de outros, começam a dizer que “sexo é natural” e que “é saudável”. Ora, isso serve para quê? Para os que tem problemas de desempenho ou de relacionamento, porque acham sexo algo tão sujo que não podem fazer, esse papo não resolve nada. E para os que tem problemas, mas não acham que sexo é sujo, esse papo só piora – pois, de fato, o sexo bem feito ou é um sexo que desperta nosso lado animal ou não é nada.

Homens e mulheres precisam começar a gozar. Todavia, para quem isso não ocorre, a vida não é fácil. Mas, uma coisa eu falo: não procurem médicos ou “terapeutas sexuais”. Antes disso, tentem ampliar seu próprio grau de percepção de si mesmo. E cultura geral sempre ajuda. Uma leitura de Freud não é desprezível, neste caso. Mas, para tal, mantenha sua cabeça aberta. Saiba que você mesmo tem capacidade grande de se boicotar, para não entender o que está escrito e para não ouvir os mais experientes.

Outro detalhe: evite sexo com pessoas da mesma idade ou próximas. O melhor sexo é aquele em que um dos parceiros é mais velho, mais experiente e comprovadamente bom no que faz – não importa se homem ou mulher. Alguém, no sexo, precisa saber mais, precisa conduzir. A relação sexual não é simétrica. E no começo, nem recíproca. Ela se torna recíproca, mas nunca simétrica. Alguém comanda, outro é comandado. As trocas no sexo não são iguais, se forem, o sexo é um lixo.

Sexo tem a ver com a libido, com a energia libidinal. Precisa de “gana”, ou seja, de desejo que motiva para “a pegada”. Muitas vezes, falta de força, falta de energia, falta de agilidade, falta de capacidade de controlar os  órgãos sexuais prejudicam mesmo a relação. Isso, de melhorar, vem com a idade. (claro, para os que não bebem e não fumam). E juntamente com isso, deve vir o despudor. Só que o despudor não pode significar banalização, pois se o corpo do outro e o seu próprio se apresentam pelados de qualquer maneira, sem que isso provoque desejo, o sexo aí, já acabou ou então irá acabar. Sexo é algo que se constrói. Por isso, o mito da “trepada casual” é realmente um mito. As pessoas melhoram com parceiros fixos, ao contrário do que a fantasia de muitas mulheres e homens parece indicar.

setembro 6, 2009

Papai, eu quero dar!

Filed under: sexo — Tags:, , , , , , , — meninavirgem @ 12:51 pm

LedaNinguém diz isso. Nenhuma garota chega para o pai e diz “eu quero dar”. Assim, no âmbito pessoal mesmo, não.  O certo é a garota pensar assim, e não pensar “quero transar” ou “quero fazer amor”. Isso é para a geração anos-60 ou então algum resto fora de órbita. A garota atual pensa “eu quer dar” – “dar a bunda”. É isso. Mas falar para o pai, nunca!

Caso todos tivessem essa clareza sobre o universo feminino jovem (ao menos boa parte dele), muitos problemas iriam se resolver de modo fácil. Por exemplo, psicólogas sem experiência e, não raro, sem libido, não iriam falar as bobagens que escuto delas, todo dia. Uma bobagem: “os pais devem conversar com as filhas e orientar no sexo”. Outra: “os pais devem ter diálogo com os filhos, principalmente sobre sexo”. Em que mundo vivem essas psicólogas? Nenhuma garota se sente à vontade para falar de sexo com os pais. Nem os meninos fazem isso. Doce ilusão achar que diálogo ou conversa de pais vai ajudar em algo. Os pais devem ter práticas comportamentais, e não papo.

Uma prática comportamental boa é trazer as meninas para fazer sexo em suas casas. Quem empurra seus filhos e, principalmente filhas, para fazer sexo fora de casa, pode ter problemas. Há 99% de chance de ter problemas. Os lugares nem sempre são seguros. Além do mais, se há liberdade no lar para o sexo no quarto da garota, com toda a privacidade, a chance dela ficar tranquila e, então, aprender a usar camisinha, tomar pílulas e, até, recorrer à pílula do dia seguinte, aumenta muito. A tranquilidade de ter o lugar para o sexo é mais do que meio caminho andado para que os perigos da Aids e os incômodos de uma gravidez na adolescência diminuam muito.

Mas os pais vão trazer para o quarto da jovem a privacidade que ela merece, como mulher, após os 13, 14 ou 15 anos? Poucos? Infelizmente, poucos. Os pois “moderninhos” gostam de conversar, mas não reformulam suas casas para acolher não mais uma menina ali, mas uma mulher. Uma menina de 13 para 14 anos, hoje, está prestes a perder a virgindade, se é que não perdeu. Vai ter vida sexual regular. Mas fará tudo irregular, se não tiver seu local assegurado. Apostem nisso.

Está na hora dos pais começarem a crescer, ficarem adultos de verdade, escutarem menos TV, menos psicólogas, e fazer o que estou falando aí acima. Vão por mim!

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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